sábado, 23 de junho de 2012

Rumo ao CACD 2013: recomeçar!

Desculpem-me, mas recomeçar é sempre uma droga. Recomeçar por onde?Cansei de mensagens de auto-ajuda (com ou sem hífem?) sobre recomeçar. Sinto que o relógio está, impiedosamente, andando, e o tempo me atropela sem dó.

Já tenho tanta coisa acumulada que é difícil saber por ondem recomeçar. Começo a estudar alguma coisa e me parece redundante. Às vezes, dá vontade de jogar tudo fora e começar do zero. O semestre já está terminando e eu ainda estou nesse blábláblá.

É preciso respirar fundo e tomar uns comprimidos para baixar a ansiedade.

Vamos pensar com calma: quais são as matérias mais demandadas no Teste de Pré-Seleção (TPS)? Português, Inglês, Política Internacional e História Mundial. Então decidi o seguinte: vou imprimir e fazer todas as provas de português e de inglês disponíveis do CESPE (banca examinadora que realiza o TPS). Se eu fizer uma prova por semana, vai dar! Além disso: ler a The Economist semanalmente!

Política Internacional: ler as notícias diariamente, acompanhar o site do Ministério das Relações Exteriores e ler as revistas Política Externa (fazer a assinatura está na lista de coisinhas para resolver)! Fazer mais pesquisas na internet sobre os temas que estudarei para agregar dados novos.

E História Mundial? É um problema... tirei um notão em História Mundial no último TPS e é difícil manter o ritmo. Revisar meus resumos e... ler Hobsbawm? Ok, ler Hobsbawm e Diplomacy do Kissinger. Alguém aí não me apoia ou tem ideia melhor? Recomendo muitíssimo o livro, sobre século XX, pelo qual estudei no ano passado! Chama-se História do Mundo Contemporâneo, do Norman Lowe. Não achou mais na livraria? Se vire! Gaste uma grana, tire uma cópia, pois esse livro é fun-da-men-tal! Fichei ele todinho e obtive ótimo resultado!

O que falta?
  • Direito Constitucional - ler Vicente Paulo & Marcelo Alexandrino (desculpem-me os fãs de Alexandre de Moraes)
  • Direito Internacional - terminar de ler Paulo Henrique Portella (o quê mais eu poderia ler para complementar? Onde achar atualidades?)
  • Será que eu preciso estudar Direito Administrativo?
  • Geografia - por onde começar? O livrão do Milton Santos já está super desatualizado. Super recomendo o último Manual do Candidato de Geografia para começar. Acho que é um dos poucos Manuais que vale a pena ler. Mas, passada essa etapa, para onde ir?
  • História do Brasil - reler meus fichamentos e outros textos avulsos que eu tenho. Estou ok nessa disciplina.
  • Economia
    • Microeconomia - OK
    • Macroeconomia
    • Economia Internacional
    • História Econômica do Brasil
  • Redação - já estou fazendo cursinho online e está legal! Continuar no próximo semestre!
  • Espanhol - bueno, já estou estudando!
  • Françês - voltar a estudar só no próximo semestre.
Parece muito? Estamos só começando. É difícil sistematizar o estudo e manter uma rotina. Alguém aí tem  outras sugestões?

Recomeçar é uma droga!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rumo ao CACD 2013!

Há algumas semanas este blog está em crise. Resolvi que ele vai mudar, mas é só um pouquinho, don't worry! Vou continuar escrevendo aqui sobre as minhas incansáveis leituras e continuo com o meu compromisso de terminar e escrever sobre Crime e castigo até o final do mês.

O blog vai mudar porque a rotina mudou, mas, ao mesmo tempo, nada mudou. Não mudou nada, pois continuo estudando para o CACD 2013, ou seja, para o Concurso de admissão à carreira de diplomata, que deverá ocorrer no início de 2013. Tudo mudou, pois decidi focar a escrita mais nisso: no estudo, no planejamento, no que eu tenho lido. Achei que essa seria uma maneira de me organizar melhor, me incentivar mais e, quem sabe, ajudar alguém.

Vamos juntos?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Às traças...

... e, de repente, o Blog ficou jogado às traças. É que é difícil, vocês precisam entender: é difícil concentrar-se, estudar à distância, ler livros no Ipad, escolher o quê ler, ler em espanhol, estudar espanhol, estudar tudo ao mesmo tempo, decidir o futuro, dominar o mundo.

Se não consigo me concentrar e ler uma sentença, como vou ler Dostoiévski? Se não consigo ficar sentada por mais de 10 minutos, como vou desenhar os gráficos do mercado monopolista? Se moro em um país em crise com embargos a livros importados, como vou providenciar o que eu preciso?

Eu tenho que decidir o que eu quero ser quando eu crescer hoje?

E, enquanto isso, o Blog fica assim... às traças!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Clássico dos clássicos

Recentemente, a Livraria Cultura publicou uma listinha de livros que, segundo ela, são OS clássicos. Fui dar uma olhadinha e cheguei a algumas conclusões:

  • Não concordo com a presença do livro do Tolkien na listinha. Vamos combinar que, apesar do modismo, esse livro não é exatamente um clássico;
  • De 30 livros, há apenas 5 brazucas;
  • Como já escrevi no meu post Confissão, há o total desconhecimento por nós dos nossos vizinhos latino-americanos e apenas o Gabriel García Márquez está presente;
  • Não entendi o porquê de eles colocarem Morte em Veneza e não A Montanha Mágica do Thomas Mann, que eu considero bem mais representativo de sua obra (além de muito melhor);
  • Tirando esses comments, achei tudo bom. Vamos a ela (desculpem a formatação tosca da tabela, mas não consegui fazer nada melhor):
Já li 11 dos 30 clássicos e você?

Desses aí, Guerra e Paz, de Tolstoi, é, sem dúvidas, o melhor de todos! Li no ano passado, em uma semana, pois é impossível parar de ler este livro. Se você tem fôlego, recomendo! O Apanhador e O Velho e o mar reconheço que são clássicos, mas não gostei da leitura de nenhum dos dois. Tudo bem que os li há mais de dez anos e, talvez, a imaturidade da época tenha influenciado na minha opinião. Esses, eu recomendo só para você poder criticar depois. Sobre Cem anos de solidão fiz uma resenha aqui.

E como estão suas leituras em relação a essa listinha?

Qual é o seu clássico que não está aí?

terça-feira, 29 de maio de 2012

A eterna dúvida do concurseiro

E é assim: escolhemos o concurso que queremos fazer, e decidimos que queremos fazê-lo desde pequenininhos. O concurso passa, mas nós não passamos. Surgem 1.001 novos concursos em seguida, com disciplinas que nunca vimos na vida, mas que caem em quase todos os outros concursos (menos naquele com o qual sonhamos). Com esses novos concursos surge a pressão da família e dos amigos, mas, pior do que tudo, surge a nossa própria pressão.

E aí? Fazemos esses 1.001 outros concursos ou não? Encaramos o novo desafio? O tempo dedicado nos preparando para ele (e há pessoas que estão se preparando há anos antes de nós) não poderia ser melhor utilizado nos preparando para o que realmente queremos? Mas, por outro lado, vamos arriscar deixar mais um ano passar? Não é melhor tentar garantir logo um concurso, mesmo que pague menos?

A dúvida me persegue. Se você aí do outro lado tem uma dica, uma sugestão, uma resposta, uma macumbinha básica para acalmar os ânimos, manda para cá!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia da África!

Hoje, 25 de maio, é Dia da África! O Ministério da Educação, em comemoração, disponibilizou 08 obras sobre a África, de escritores africanos. Na verdade, estas obras já estavam disponíveis no Domínio Público há mais tempo, mas, hoje, o governo se propõe a fazer maior divulgação delas. É um olhar sobre o continente a partir de sua própria sociedade. Os títulos são:

1. África antiga;
2. África desde 1935;
3. África do século VII ao XI;
4. África do século XII ao XVI;
5. África do século XVI ao XVIII;
6. África do século XIX à década de 1880;
7. África sob dominação colonial, 1880-1935;
8. Metodologia e pré-história da África.

Todos eles foram publicados pela UNESCO. Clique no banner e faça o download!
Por quê?
O Dia da África é comemorado no dia 25 de maio, quando o continente celebra seus 49 anos de independência.

Outros títulos:
No site da Fundação Alexandre de Gusmão há outros títulos disponíveis para download. Clique aqui, faça uma busca e comece a baixar!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Memória de minhas putas tristes


Combinei com uma amiga de lermos Memória de minhas putas tristes juntas. Ela iria lê-lo para o curso de espanhol, e eu estou em minha fase latino-americanista. Confesso que já deveria ter terminado o livro há tempos, mas a mudança de casa e a confusão que veio a seguir não deixaram. Fui lendo devagarrziiiinnnnhhhhoooo, parei de ler, respirei fundo, recomecei e li de uma vez.

Fiquei surpresa com a escrita de Gabriel García Márquez, muito diferente do que li em Cem anos de solidão ou em O amor nos tempos do cólera. O livro mais parece um conto e pouco há do realismo mágico (em breve, um post sobre o tema), pelo qual García Máquez é tão conhecido. Será que há um pouco de autobiografia nele?

Esse é o terceiro livro que eu leio do autor e já posso perceber alguns temas que são transversais em sua obra: o tratado de Neerlândia (também citado em Cem anos, que colocou fim à guerra dos Mil Dias na Colômbia) e a temática do personagem que faz a relação de suas amantes (já abordado em O amor nos temos de cólera). Parece-me que essa intertextualidade é constante. Por sinal, é essa listinha de amantes que dá o nome ao livro, que nada mais é do que uma memória de suas putas tristes.

A personagem sem nome, que tem fama de sábio, narra uma vida sem grandes acontecimentos até o seu aniversário de 90 anos, quando há “o início de uma nova vida, e numa idade em que a maioria dos mortais está morta” (p.09). É nessa noite que a personagem conhece o seu 1º amor, Delgadina (nome fictício, inventado por ele), com quem tem um amor quase platônico. Quase platônico, pois não há um relacionamento de fato. Enquanto a menina dorme, o nonagenário vive uma vida de fantasias. Ele torna-se um apaixonado. A personagem diz: “dito às claras e às secas, sou da raça sem mérito nem brilho, que não teria nada a legar aos seus sobreviventes se não fossem os fatos que me proponho a narrar do jeito que conseguir nesta memória do meu grande amor” (p.11).

Em muitos aspectos a história me lembrou muito com a de O amor nos tempos do cólera: ambas as personagens (Florentino Ariza, no caso do segundo livro) têm uma vida devassa, fazem uma coletânea de suas parceiras e descobrem o amor em idade avançada. Ambos descobrem que “o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança” (p.79).

O livro é curto, monotemático e agradável de ler! Não me apaixonei pela personagem principal, como ocorreu nos demais livros que eu li de Gabriel García Márquez. Fiquei o tempo todo esperando que algo surreal acontecesse, como é esperado em suas obras. Nada disso aconteceu, mas o livro reforçou, em mim, a certeza de que nunca é tarde para começar a amar (ok, ok, reconheço que fui piegas agora!). Fiquei com algumas passagens na cabeça, que gostaria de compartilhar:

“A falta de sossego acabou com o rigor dos meus dias. Acordava às cinco, mas ficava na penumbra do quarto imaginando Delgadina em sua vida irreal de acordar os irmãos, vesti-los para a escola, servir o café da manhã, se houvesse o que pôr na mesa, e atravessar a cidade de bicicleta para cumprir a pena de pregar botões. E me perguntei assombrado: Em que pensa uma mulher enquanto prega um botão? Pensava em mim? Ela também procurava Rosa Cabarcas [a cafetina] para me achar? Passei uma semana inteira sem tirar o macacão de mecânico nem de dia nem de noite, sem tomar banho, sem fazer a barba, sem escovar os dentes, porque o amor me mostrou tarde demais que a gente se arruma para alguém, se veste e se perfuma para alguém, e eu nunca tinha tido para quem” (p.92-93) [observação minha].

“É que estou ficando velho, disse a ela. Já ficamos, suspirou ela. Acontece que a gente não sente por dentro, mas de fora todo mundo vê” (p.109).

“A idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente” (perdi o número da página).

Gabriel García Márquez

Autor: Gabriel García Márquez (Colômbia)
Lançamento: 2005
Edição: Record, 2006
Páginas: 127 (para ler rapidinho!)
Este livro: pelo que eu pesquisei, foi inspirado em um livro do também Prêmio Nobel japonês Yazunari Kawabata, cujo título é A casa das belas adormecidas. Por sinal, uma passagem desse livro está na epígrafe do Memória.